terça-feira, 21 de junho de 2011

O Cruzeiro...

Finalmente chegou a täo esperada fase do cruzeiro nesta nossa viaggem!
Saímos de Nuremberg c/ os casais Kamel e Curi às 19h40 e chegamos à Copenhague - nosso ponto de partida e chegaa do cruzeiro - às 22hs, c/ o sol ainda brilhando no céu!
Passamos a noite no HIlton do aeroporto - mto prático - e lá pelas 14s do dia 13/06, 2ªf., embarcamos no Sorwegian Sun, da Norwegian Cruise Line/NCL.
Dados sobre o 'barquinho':
Comprim.: uns 300 ms
1.900 paswsageiros
900 membros de tripulaçäo
13 andares
11 restaurantes
11 bares e lounges
e outras coisinhas +, tais como spa, näo sei qts piscinas, academias, cancha de volei e basquete...
É um pouco frustrante a aparência se pensamos em um barco tal como um transatlântico, pois nem se parece c/ m navio,mas sim c/ um imenso hotel flutuante...
O 1º dia foi de reconhecimento geral e de desarrumaçäo de malas e näo + arrumaçäo....!!!! Maravilha! Isso é maravilhoso!
Também nos encontramos c/ um coutro casal de amigos de Curitiba que fará a viagem: Rose e Eduardo Caron.
O sistema é all inclusive, menos bebidas, mas a 1ª coisa que fizemos foi tomar umas cervejihnhas no convés, observando a partida do porto.
Nosso 1º jantar foi no Rest. 7 seasons. O navio tem um buffezäo enorme, num dos decks, mas é um negócio assim meio, meio apesar de bom, mas que tem 2 ingredientes que o poväo adora: quantidade e fila! Nos restaurantes vc paga a reserva - aí está a treta - pois como säo relativamente pequenos e à la carte,o tratamento diferenciado requer reserva, paga, claro! Ah, nas bebidas pagas inclue-se a água mineral.... Em todo caso decidimos que merecemos comer nos restaurantes e vamos fazê-lo cada dia num. Náo haverá tempo p/ conhecer todos,mas faremos um esforço...
Fomos dormir c/ o doce balanço das ondas do Báltico...
Ah, nos ferramos c/ a roupa! O Weather channel nos ferrrou, pois näo tem previsäo nenhuma de 20, 20 graus. É veräo no Báltico sim, mas a temperatura média é 17 graus! Hoje já tivemos a 1ª mostra: 16 graus e um vento de gelar os osso qdo o navio está em movimento. Nos ferramos!
À domani caríssimos!

sábado, 18 de junho de 2011

Costiera Amalfitana

 Costiera  Amalfitana, la divina….
Positano… Amalfi…. Ravello... Bellas, bellíssimas!!!
 É a pura verdade! Tudo é muito bonito aqui. Mas como nada é perfeito... ao conhecer a ‘spiaggia’, ou praia, a gente entende pq as nossas praias enlouquecem estes caras desta banda do mundo, sendo que eles tem tanta beleza por aqui. Só que a praia, meus queridos, é horrível! Areia, que é às vezes é seixo  moído, portanto cinzenta, quase pedra, grossa, feia,mto feia. Pois é, nada é perfeito, né? Aqui o que eles tem é mta beleza construída pelo homem, que c/ isso melhorou a natureza – mar e montanhas – que é lindíssima, como eu já disse ontem. O homem, com anos de cultura e refinamento, que ainda nos faltam, foi acrescentando beleza c/ sutileza à tudo o que tinham da natureza: flores, vegetação, jardins maravilhosos, arquitetura com um ar ‘paesino’, ma ao mesmo tempo sofisticada, característica, colorida, único que se mesclam, fazem parte do entorno, então toda a beleza natural, linda em si mesma,  fica potencializada, valorisadíssima, de encher os olhos, por onde se olhe e se ande. Claro, que cada lugar nos surpreende c/ algo, a gente estabelece preferências. Em Ravello nos deparamos – eu já sabia – c/ uma sala, um teatro do Oscar Niemeyer, voltada p/ aquele mar Tirreno, maravilhoso, que faz a gente viajar no tempo e na história: etruscos, romanos, povos bárbaros, todos chegaram aqui através deste azul profundo – único p/ mim até agora. E tem ainda a Villa  Cimbrone, loucura e devaneio de um inglês, mescla de industrial e poeta, apaixonado pela mulher que morreu jovem e então em homenagem a esse amor, transformou uma  antiga fazenda de madeira p/ construção de barcos, em um desbundante palácio cercado de jardins,mirantes fabulosos, esculturas gregas soltas pelos jardins, imensos roseirais c/ rosas de todos os tipos, tamanhos e cores. Espaço p/ concertos ao ar livre e poemas à sua amada, gravados nas pedras dos jardins. Fala sério! Náo à atôa por aqui Dna Greta Garbo curtiu uma de suas grdes paixões – e imagino que com mto garbo e entusiasmo,pq assim requer o ambiente.
 Amalfi, que näo pudemos conhecer pq a absoluta inexistência de lugar p/ estacionar näo nos permitiu parar na cidade (lembram do que eu falei sobre o tema estacionar em Positano? Pois é, faz parte da paisagem..). Além de todo charme, no séc. XI foi + importante do que Veneza e Florença.  No séc. XIII eram grandes fabricantes de papel – influência dos árabes, que tb passaram por aqui - um papel de altíssima qualidade! A tal ponto de ser conhecida ‘como a pátria da sábia e nobre arte fabricaçäo do papel’.
Além disso tem por aqui, como artesanato local, de altíssima qualidade, a cerâmica pintada à mäo, super colorida, ou então nos tons azul Tirreno (acabei de inventar!) e o amarelo esverdeado dos limões. Lindo!
Ranking: Positano, Ravello e Amalfi. Sendo que Positano requer mais do que 2 noites!
Adio, bella Italia, alora a il tedeschi!   


À Positano...

À Positano…
Antes de falar da ida a Positano, quero falar dos limões da regiäo, os limões sicilianos (é assim mesmo?). Incrivelmente amarelos, enormes (tem limão bem, bem maior do que uma laranja) lindos!  Eles estão por toda a parte! Sim, näo tem estrada, quintal, praça em que ele näo esteja presente. Todas as estradas intermunicipais têm plantaçöes de limões, plantados em terraços, entremeados c/ outras frutíferas, em geral figueiras e pereiras, mas eles reinam absolutos! Säo os donos do pedaço! Esta é a terra do limoncello!
Enfim, saímos do hotel  lá pelas 18hs em direção a Positano.
A estrada já é uma amostra do que será a Costiera Amalfitana: estreitinha, íngreme, subindo sempre e sobe-se mto p/ o tempo que dura viagem: uns 45 minutos.
Logo depois de uma cidadezinha, Sant’Agata dei Due Golfi – golfo de Sorrento e de Salerno – começa-se a descer e as vistas deslumbrantes da Costa Amalfitana vão-se mostrando. A partir desse trecho não só a beleza do panorama é de tirar o fôlego, também a estrada: um tremendo  despenhadeiro! Cortado tão verticalmente em alguns pontos e o carro fica tão na beiradinha, que chega a dar um arrepio! E aí, em meio a arrepios de medo e suspiros de pura enlevação (meus, pq o motorista só tem olhos p/ a estrada) aparece lá embaixo Positano, com suas casas incrivelmente penduradas pelas montanhas, falésias e despenhadeiros que terminam no mar. Toda colorida, pelas casas e pelas flores, cheia de encanto, mas só quando a gente chega na cidade é que se percebe a verdadeira dimensão desse encanto, desse charme e se entende a justificada fama: a cidade é uma graça! Mas além da beleza, outra coisa nos chamou mto a atenção: talvez uns 2 kms  antes de se chegar à cidade observamos que todos os belvederes estavam ocupados por carros,impedindo-nos uma paradinha c/ o carro p/ apreciar a vista. Depois vimos que a pista do lado da montanha,  talvez o acostamento,  tinha um monte de carros parados, uma fila contínua, absurda numa estrada daquela largura! Ficamos nos perguntando o que seria aquilo e, ao chegar à cidade concluímos que aquilo é, nada mais nada menos, do que estacionamento do povo da cidade! Sim, a cidade, com suas ruas estreitas,  apinhada de casas, construídas de modo meio caótico, em parte devido à geografia da região, simplesmente  näo tem condiçöes de abrigar os carros dos moradores!  É uma loucura! Atttenti! Dica importante: se estiver de carro o hotel tem que ter estacionamento!  Que era o nosso caso e como me avisaram disso, o nosso tinha.
Chegamos ao Hotel Montemare, simples, mas bem localizado, c/ vista para o mar. No entanto, acho que tem lugares melhores prá se ficar pelo mesmo preço, US 200 c/ café, ou até menos (resolvemos vir p/ a Costa Amalfitana meio em cima da hora, já näo havia mta oferta de hotéis, mas há centenas deles e quase todos c/ varanda e vista p/ o mar).
Jantamos no hotel, que tem um mto bom restaurante, Alceni comeu massa (!!) e eu peixe, tomamos um ótimo vinho da região e terminamos c/ o melhor tiramisu que já comi! Certo que näo comi mtos,  feitos c/ o verdadeiro mascarponi,mas estava divino! Fresco, feito na hora.  E tudo isso frente ao maravilhoso e, incrivelmente azul, mar Tirreno!
Conhecemos um casal jovem de brasileiros, de Curitiba, que moram em Camboriu, a Flavia e o Michel. Säo dentistas, estão em lua de mel depois de 13 anos juntos (uau! Ainda tenho esperanças, Bia e Juli!!!), são super simpáticos e foi mto legal conhecê-los. Deram-nos algumas dicas de lugares e restaurante da cidade e batemos longos papos. Ela é uma figura!
Tomamos café deslumbrados pela vista! Que pena näo ter dotes literários prá descrever a beleza que é o azul do mar, cortado em todos os sentidos pelas linhas brancas deixadas pelos inúmeros barcos que vão-e-vem  sem parar, a intensidade e variedade das cores das flores: petúnias, begônias, amores perfeitos e buganvilles! E elas estäo por todas as partes, qualquer buraquinho tem uma flor, qualquer varanda tem dezenas delas, qualquer casa tem a sua fachada coberta pelos buganviles. É uma maravilha! As flores são o elemento decorativo principal da cidade, aliadas às construções absolutamente amontoadas umas sobre as outras, numa desordem  que criou um status quo que funciona e que dá ao lugar uma graça incomparável. Ah, sem esquecer nesse caos ordenado, o que são as ruas: absolutamente íngremes! Aqui nada sobe ou desce suavemente! Do hotel à praia (depois falo disso) tem uma 
Sem dúvida é um lugar prá ficar bem + do que as duas noites que passamos aqu! Em princípio concordei c/ a opinião de amigos que seria melhor ficar em Sorrento e de lá fazer incursões às diversas cidades da  ‘Costiera’,mas agora vejo que näo. Acordar aqui, vendo essa beleza toda, curtir o buchicho da noite – que termina cedo: 23hs no máximo! – sentar-se num dos  Miles de cafés, simplesmente apreciando o vai-e-vem dos tipos os mais variados possíveis e à noite um jantarzinho à beira-mar... huuummm  é bom demais!





À Capri...

À Capri
Contratamos a excursäo do hotel: boa e prática pq sai e chega no píer do hotel. Saímos às 9h30 num barquinho pequeno, fomos até a marina de Massa Lubrense e aí passamos p/ um barco grde.
A viagem dura mais ou menos uma hora. A excursão compreende uma volta completa em torno da ilha, passando por todos os pontos interessantes ao redor dela:  sitio de Tiberio, pequenas grutas –o cap.faz manobras radicais prá chegar bem pertinho  dos paredões – e finalmente Il Faraglioni! Belos penhascos que são um dos cartões postais de Capri + conhecidos. Um deles tem um arco e, claro, o cap. atravessa-o, buzinando,  p/ loucura dos passageiros.
Tínhamos 4 hs p/ ver várias coisas: Villa Jovis, Jardins de Tiberio, Monte Solare e, claro, dar uma volta por Ana Capri e Capri.
Começamos pelo sítio arqueológico de Tibério, ou V. Jovis;  aliás nós adoramos esse tipo de sarna: 300 ms acima do nível do mar, caminho super íngreme, sendo que essa diferença acontece em poucos kms, isto é, é pedreira. Mas como era algo de cunho histórico – adoro uma velharia! – um conj. de vilas romanas que formam um núcleo arqueológico super importante e que teve como último morador o imperador Tibério que “no seu auto-exílio escolheu o + alto ponto da ilha, c/ deslumbrante vista p/ todo o golfo de Nápoles, longe dos olhas censores do Senado e lugar ideal p/ seus prazeres proibidos...” Como diz a minha mãe, não tem jeito + saboroso de aprender história do  através das suas intrigas e estórias. E lá fomos nós morro acima. Realmente vale a pena: o lugar é mto interessante e a vista deslumbrante, desde que não haja a névoa que havia... Mas valeu. No caminho fomos apresentados às deliciosas fregole = morangos doces e s/ nenhum vestígio de acidez! Lavamos numa torneira pública e fomos comendo ladeira abaixo, matando a sede, a fome e eu deixando-me levar pela fantasia que aqueles morangos despertavam em mim  com sua cor viva, seu gosto maravilhoso, sua textura e fiquei pensando  nos prazeres proibidos do seu Tibério,que, reza a lenda jogava lá de cima seus amantes uma vez saciados neles os tais ‘prazeres proibidos’...
Ana Capri é uma graça, menor do que Capri e dizem que hospedar-se  e comer aqui é melhor e por preços melhores.  A subida de mini ônibus a Ana Capri  é uma aventura em si: estradinha super estreita, escavada na rocha, c/ um bando de italianos malucos circulando prá cima e prá baixo. Adrenalina! Os carros e ônibus estão todos ou riscados  ou batidos, claro! Andando nessa estrada a gente entende porque. Gente,o despenhadeiro não é  brinquedo! Deve cair gente de lá + do que sabemos. Imagino os caras descendo de scooter, no fim da noite,  mamados por vários ‘bicchieri’... Deve ser uma loucura! Mas vale a subida.
Capri  tem um comércio do caraca! Se Sorrento pareceu-nos  incrível, Capri então é o paraíso dei donne! T-o-d-a-s as griffes famosas estão lá, todas! E a mulherada se produz prá caramba e é chegadaça num brilho: mto strass à luz do dia nos pés (as sandálias, artesanato local são moda no país todo) competindo par a par c/ o brilho do sol. Dizem que a balada é super animada c/ as mulheres super produzidas, montadas  em saltos altíssimos – saltos com menos de 10 cms não são nem considerados – se equilibrando nas ruas de calçamento irregular e íngreme. Já de dia, tomando um café na ‘piazzeta’ pudemos observar esse fenômeno de pura insanidade feminina, mas, como dizem:  que me ne fregga,  è  una bellíssima scarpa!!!!
Fotografei uma sandália que é um luxo: strass multicoloridos e uma griffe super famosa por aqui (algo como Laboutin):CASADEI  e que vale a bicoca de 1.400 mil euros!!!!! ( ou 14 mim, em todo caso prá mim é exatamente o mesmo absurdo). Dá prá acreditar? Peça única. Claro,não devem ter 2 malucas que cometam o mesmo desatino.
Mas Capri é mto charmosa mesmo, com vistas deslumbrantes e, independente, desse apelo insano ao consumismo, ao dernier cri da moda, merece que a gente a explore e curta bem, passando lá umas 2 noites. Se for passar só um dia,leve roupa fresca, pouco peso ou nenhum pq o seu já será prá lá de suficiente. Se for se hospedar, fique em um hotel que tenha o serviço dos carrinhos elétricos que levam as malas, senão tá ferrado!
Foi um belíssimo dia!




segunda-feira, 13 de junho de 2011

À Pompéia...

Nosso último dia e passeio em Sorrento foi a visita à Pompéia. Eu já conhecia,mas Alceni näo.
Tínhamos apenas umas 4 hs prá ver aquele mundo todo, ruínas de uma cidade de 20 hectares!
Um calor de cozinhar os miolos, ar super seco, e pó, mto pó!!! Turista sofre. Nessa situaçäo de mto calor o meu amadinho fica maus... o calor acaba c/ ele.
Pompéia, ao contrário do que imaginava, näo era uma colônia romana, só passando a fazer parte do império romano em 80 DC e o terremoto seguido da irupçäo do Vesuvio foi em 79 DC. Foi, portanto,uma cidade autônoma a maior parte do tempo.
A cidade foi sepultada pela irupçäo Vesuvio em poucas horas. A populaçäo conseguiu fugir com dificuldade,morrendo mtos soterrados ou envenenados pela exalaçäo de gases venenosos. Em 2 ou 3 dias a cidade morreu por completo. Pompéia desa vez näo renasceu das cinzas,o lugar foi abandonado, tendo sido encontrado seus 1ºs vestígios mtos séc. depois: lá por 1600. Mas foi la por 1750 que o rei de Nápoles, um Bourbom que näo lembro o nome, iniciou um trabalho de exploraçäo arqueológica sistemático.
Antes desse terremoto, houve um o de Campania, em 62 DC, que tb quase acabou c/ a cidade e em 79 DC ainda estava se recuperando dos efeitos daquela tragédia qdo veio outra, fatal, definitiva p/ a cidade.
Era uma cidade incrível sob o ponto de vista do planejamento urbano: ruas bem traçadas, c/ drenagem, canalizaçäo de águas pluviais. Já havia endereço! E mtos, mtos locais de venda de comida, os termopoliums, algo tipo restaurante: a cidade chegou a ter 145! Em alguns deles foram encontrdas moedas, provavelmente produto da vendo do último dia de vida da cidade.
Qdo eu estive aqui nos anos 70 ainda havia mtos murais - afrescos - originais nas casas, mas hj está quase tudo, pelos menos os + lindos, perfeitos, no museu arqueológico de Nápoles, que dizem ser imperdível! -, mase ainda tem alguns mto lindos: a Casa da Vênus da concha,  a Casa do Fauno. Esta s/ dúvida ponto alto na visita: é a casa maior, acho que uns 3 mil m2, e + bonita de Pompéia, pelo menos das rcuperadas.
O que chama a atençäo os afr3escos é a delicadeza dos desenhos - alguns diminutos bichinhos ou querubins - e o colorido vivo que esses desenhos ainda mantem.
(interrompo pq tá hora do check out no hotel. Ritorno súbito!)

À Capri...

À Capri
Contratamos a excursäo do hotel: boa e prática pq sai e chega no píer do hotel. Saímos às 9h30 num barquinho pequeno, fomos até a marina de Massa Lubrense e aí passamos p/ um barco grde.
A viagem dura mais ou menos uma hora. A excursão compreende uma volta completa em torno da ilha, passando por todos os pontos interessantes ao redor dela:  sitio de Tiberio, pequenas grutas –o cap.faz manobras radicais prá chegar bem pertinho  dos paredões – e finalmente Il Faraglioni! Belos penhascos que são um dos cartões postais de Capri + conhecidos. Um deles tem um arco e, claro, o cap. atravessa-o, buzinando,  p/ loucura dos passageiros.

Tínhamos 4 hs p/ ver várias coisas: Villa Jovis, Jardins de Tiberio, Monte Solare e, claro, dar uma volta por Ana Capri e Capri.
Começamos pelo sítio arqueológico de Tibério, ou V. Jovis;  aliás nós adoramos esse tipo de sarna: 300 ms acima do nível do mar, caminho super íngreme, sendo que essa diferença acontece em poucos kms, isto é, é pedreira. Mas como era algo de cunho histórico – adoro uma velharia! – um conj. de vilas romanas que formam um núcleo arqueológico super importante e que teve como último morador o imperador Tibério que “no seu auto-exílio escolheu o + alto ponto da ilha, c/ deslumbrante vista p/ todo o golfo de Nápoles, longe dos olhas censores do Senado e lugar ideal p/ seus prazeres proibidos...” Como diz a minha mãe, não tem jeito + saboroso de aprender história do  através das suas intrigas e estórias. E lá fomos nós morro acima. Realmente vale a pena: o lugar é mto interessante e a vista deslumbrante, desde que não haja a névoa que havia... Mas valeu. No caminho fomos apresentados às deliciosas fregole = morangos doces e s/ nenhum vestígio de acidez! Lavamos numa torneira pública e fomos comendo ladeira abaixo, matando a sede, a fome e eu deixando-me levar pela fantasia que aqueles morangos despertavam em mim  com sua cor viva, seu gosto maravilhoso, sua textura e fiquei pensando  nos prazeres proibidos do seu Tibério,que, reza a lenda jogava lá de cima seus amantes uma vez saciados neles os tais ‘prazeres proibidos’...
Ana Capri é uma graça, menor do que Capri e dizem que hospedar-se  e comer aqui é melhor e por preços melhores.  A subida de mini ônibus a Ana Capri  é uma aventura em si: estradinha super estreita, escavada na rocha, c/ um bando de italianos malucos circulando prá cima e prá baixo. Adrenalina! Os carros e ônibus estão todos ou riscados  ou batidos, claro! Andando nessa estrada a gente entende porque. Gente,o despenhadeiro não é  brinquedo! Deve cair gente de lá + do que sabemos. Imagino os caras descendo de scooter, no fim da noite,  mamados por vários ‘bicchieri’... Deve ser uma loucura! Mas vale a subida.
Capri  tem um comércio do caraca! Se Sorrento pareceu-nos  incrível, Capri então é o paraíso dei donne! T-o-d-a-s as griffes famosas estão lá, todas! E a mulherada se produz prá caramba e é chegadaça num brilho: mto strass à luz do dia nos pés (as sandálias, artesanato local são moda no país todo) competindo par a par c/ o brilho do sol. Dizem que a balada é super animada c/ as mulheres super produzidas, montadas  em saltos altíssimos – saltos com menos de 10 cms não são nem considerados – se equilibrando nas ruas de calçamento irregular e íngreme. Já de dia, tomando um café na ‘piazzeta’ pudemos observar esse fenômeno de pura insanidade feminina, mas, como dizem:  que me ne fregga,  è  una bellíssima scarpa!!!!
Fotografei uma sandália que é um luxo: strass multicoloridos e uma griffe super famosa por aqui (algo como Laboutin):CASADEI  e que vale a bicoca de 1.400 mil euros!!!!! ( ou 14 mim, em todo caso prá mim é exatamente o mesmo absurdo). Dá prá acreditar? Peça única. Claro,não devem ter 2 malucas que cometam o mesmo desatino.
Mas Capri é mto charmosa mesmo, com vistas deslumbrantes e, independente, desse apelo insano ao consumismo, ao dernier cri da moda, merece que a gente a explore e curta bem, passando lá umas 2 noites. Se for passar só um dia,leve roupa fresca, pouco peso ou nenhum pq o seu já será prá lá de suficiente. Se for se hospedar, fique em um hotel que tenha o serviço dos carrinhos elétricos que levam as malas, senão tá ferrado!
Foi um belíssimo dia!




quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Milano

Como já havíamos previsto, a chegada a Miläo foi tumultuada graças à mudança de última hora do horário de vôo,isto é, graças à comunicaçäo de última hora da TAM  sobre a mudança do vôo.
Claro está perdemos o trem das 16h15, mas conseguimos outro uma hora + tarde, o que näo foi assim täo grave, mas entrarei com uma açäo contra a TAM.
O trem, o frecciarossa, é mto confrotável, rápido,c/ um bom serviço de restaurante, assim que a viagem foi agradável, apesar do enorme cansaso. O visual  é lindo: tudo verde,  plantado ou acabado de ser colhido (trigo acho) c/ os simpáticos ‘rolinhos’ de palha espalhados pelo campo. À medida que foi chegando a regiäo da Toscana, fomos reconhecendo a paisagem:  a linha do horizonte dobrando-se em suaves ondulaçöes salpicadas de ciprestes, plantaçöes de oliveiras e algumas vinhas.Lindo!  Voltaremos a ti Toscana!
Passamos por:  Bolonha, Florença – ao ver a cúpula do Duomo lembrei-me da minha estada aqui com meu pai: uma semana, 40 anos atrás, de pura curtição cultural e vadiagem pelas ruas, absolutamente despreocupados c/ tudo, a  não ser com o prazer  do desfrute tranquilo de toda aquela maravilha que a cidade nos oferecia a cada esquina. Era uma Florença ainda não tomada pelas hordas asiáticas e suas bandeirinhas sinalizadoras – a última estaçäo, antes de Nápoles é Roma e a última, Salerno.
Anoitece por volta das 20h30, então curtimos bastante a paisagem até chegar à Napoles  às 23hs. Isso até Nápoles, pq a partir daí a viagem foi punk! Como só havia + um trem - maledetta TAM! - e näo podíamos perder ou dormíriamos em Nápoles, saímos em desabalada carreira, escadarias abaixo, pois as escadas rolantes já estavam desligadas. Eu carregando minha mala e Alceni a dele - benditas malinhas leves: 13kg e 17kg, morra de inveja Isa! - conseguimos pegar o bendito trem de Nápoles-Sorrento da Circunvesuviana, que é um misto de trem e metrô, vai parando num sem fim de estaçöes. Sábado meia-noite, periferia de Nápoles,moçaea saindo e indo prá balada... Dá prá imaginar? Punk da periferia. No início até tentamos nos distrair observando os tipos - lembrei da Carla: mil criticas c/ certeza - + absurdos c/ suas camisinhas apertadas, quase estourando os botöes e mostrando troncos malhados, braços musculosos bem exibidos em mangas curtas ricas em detalhes, tais commo punhos c/ 1, 2 ou + botöes, aberturas, preguinhas e outros quetais. Prato cheio p/ os meus olhos curiosos... Uma delícia e um horror de mal gosto! Ah, tudo isso arrematado pelos + exdrúxulos topetes. Divertido.
Mas o cansaço era enorme e o raio da viagem näo terminava nunca!
Chegamos a Sorrento,no more shuttle do hotel,no more taxis na estaçäo, aliás está fechou assim que saímos. E lá fomos nós c/ nossas malinhas, que nessa altura já pareciam ter 50kg cada e prá pior dos males a do Alceni tinha quebrado o eixo de uma das rodas, provavelmente no arremesso de malas no aeroporto.
Enfim chegamos ao hotel à uma de la mattina, literalmente acabados!